segunda-feira, janeiro 24

Como pagar a prestação da casa?

O crédito malparado das famílias portuguesas atingiu em novembro do ano passado cerca de 4.297 milhões de euros, num volume total de empréstimos que ascendeu aos 141, 2 mil milhões de euros. O crédito à habitação é aquele que os portugueses mais têm dificuldade em pagar neste momento – situação que irá agravar-se com o aumento da taxa de referência destes empréstimos, a Euribor, que pode ocorrer nos próximos meses. Em caso de incumprimento bancário o que pode acontecer? É possível renegociar os empréstimos com os bancos? A que entidades pode recorrer? Todas as respostas neste Sociedade Civil

Convidados:
A. Raposo Subtil, Advogado
Vinay Pranjivan, Técnico Deco-Proteste
Susana Albuquerque, Secretária-geral da ASFAC – Ass. de Instituições de Crédito Especializado
João Martins, Consultor financeiro e Diretor Geral Maxfinance

6 comentários:

sonharamar disse...

Não entendo como é que o comum das pessoas não se servem dos serviços de consultores financeiros. Ninguém melhor que um profissional especializado para esclarecer todas as duvida e conseguir de facto as melhores condições de crédito.
Quando estou doente vou ao médico e quando o carro avaria vou ao mecânico.

Também não compreendo como não existe nenhuma entidade que regule as avaliações aos imóveis que são constantemente manipuladas pelo banco.
Quando havia poucos avaliadores estes cobravam cerca de 300€ aos bancos e estes 300€ aos clientes. Agora há imensos "avaliadores" que pelo mercado já só cobram 25€ ao banco e estes continuam a cobrar 300€ aos clientes. Com 25€ ninguém faz uma avaliação correcta.
Sou angariador imobiliário e constantemente deparo-me com disparidades enormes consoante os bancos e os avaliadores. É normal para uma moradia de 250mil € de valor de venda haver disparidades nas avaliações na ordem dos 50mil €.


Pedro Silva

Mara disse...

Boa Tarde


Eu gostaria que me tirassem uma duvida ou mesmo incerteza.
Estou num apartamento alugado desde Setembro num apartamento t2 com garagem propria, a renda é de 250€.
E estou a pensar comprar um t3 pelo valor de 150.000, inclusive já dei um sinal, e a renda do novo será a volta de 500€ a 600€, emprestimo, valerá a pena prosseguir com o negocio???

Ricardo Fraga, 31 anos, Vila Real

Antístenes disse...

Boa tarde,
Em relação aos seguros:

se o cliente não os aceitar o banco não aprova o crédito, pura e simplesmente!

A margem - chamada de "spread" vá-se lá saber porquê - nem sequer precisa de fazer parte da equação, pois ou se aceitam os seguros ou não há crédito.

Ora, estando os bancos todos a fazer isto - se souberdes quem não faz, dizei-me - e sendo a parte forte, como pode o cliente recusar fazer os seguros refugiando-se na lei?

Ana disse...

Boa tarde,
Gostaria de saber se os bancos podem alterar o spread sem aviso, isto porque no mês de Dezembro a meu spread passou de 0.8% para 5%, já reclamei e continuo há espera de resposta.
Obrigado

Zeitgeist disse...

Gostava de levantar uma questão que por vezes não é mencionada. Trabalharemos nós para os bancos? Bem, na minha opinião sim. Quem é que imprime o dinheiro? Quem é que controla o fornecimento do dinheiro? Quem controla as taxas de juros? Claramente os bancos... e no fim de todos os meses o que fazemos nós? Vamos a correr depositar o dinheiro no banco....
Não parece um pouco ridiculo? Mas é assim que funciona e enquanto esses senhores do dinheiro controlarem todo o monopólio não teremos um futuro sustentável.Sustentavél tambem é algo incompativel com este sistema pois acabaria com a inflação o que não será do interesse dos que controlam o dinheiro. E já agora uma ultima questão: se peço por exemplo 100000€ ao banco ele tradicionalmente vem com uma taxa de juro. A quem peço o dinheiro para pagar os juros? No final de tudo será ao banco que vou ter de recorrer novamente. Em suma qualquer economista sabe que quanto mais divida houver mais dinheiro vai haver pois há procura logo imprimesse logo mais juros, logo mais divida.....bola de neve...
Obrigado e gostaria esta questão fosse debatida no vosso programa.
Cumprimentos
Carlos

José Costa disse...

Mais do que ninguém esse advogado sabe que o sector financeiro é ilegalmente protegido pelo poder político! Talvez porque é o poder financeiro que injecta dinheiro em advogados, Magistrados, políticos e partidos!Esse sr. sabe que em Espanha o sector financeiro paga no mínimo 25% sobre os lucros, enquanto aqui um banco na generalidade paga menos imposto de IRC do que é paga por qualquer empresa.Será justo o governo usar o meu dinheiro para salvar um banco, quando o mesmo não me empresta 1 cêntimo para salvar a minha empresa? Não pagar impostos, taxas, etc...é o caminho correcto para salvar a nação. Não votar é outro caminho! Que este sistema vá ao fundo para recuperar, quanto mais cedo melhor!