sexta-feira, janeiro 21

Os jovens e a política

O estado da democracia atual grita por novos valores, novas vozes. No entanto, os cidadãos portugueses, a avaliar pelas estatísticas da abstenção nas últimas eleições, particularmente altas nas faixas etárias mais jovens, não parecem muitos interessados em fazer ouvir a sua voz através do voto. Por que não estão os jovens motivados para participar nos atos eleitorais? Esta nova geração tem opiniões políticas formadas? Ou estamos perante uma nova forma de consciência cívica? Em que acredita a juventude portuguesa?

Convidados:
Pedro Lomba, Jurista
Pedro Dias Marques, Presidente Add on Talent
Eugénia Gambôa, Professora Instituto de Estudos Políticos da UCP
Melanie Morais, Amnistia Internacional

13 comentários:

Juliana Batista disse...

Tenho 19 anos. No Domingo vou votar e tenho um candidato bem definido. Vou dar aqui voz a muitos dos meus colegas, que este fim-de-semana não vão votar porque esta é uma época de exames e não têm a possibilidade de ir ás suas terras. Na residência de estudantes onde estou há muitos casos destes.

Abel disse...

Os jovens não se interessam pela política porque sabem muito que ela é dominada pelo o capitalismo e o povo tem muito pouco ou nenhum poder de escolha, por muito que fira susceptibilidades, é a pura verdade.

Este é um sentimento mútuo entre os jovens de hoje.

É preciso uma solução, mas qual ?

Essa é a questão!

Parabéns pela a iniciativa de abrir um debate nesse sentido.

Cumprimentos

Abel Ferreira

Bite disse...

Os jovens têm dificuldades e decidir em quem votar ou ir votar. Tem sido cultivada um cultura acéfala, em que a maioria das pessoas não consegue ver a mesma coisa de várias perspectivas. Além de que a política é só para políticos (seja lá o isso o que for) e que a política e corrupção ou compadrios são perfeitamente aceitáveis. Facilmente são formatados pelo que é veiculado pelos meios de comunicação.
O facto de ver que a actividade de um político é pouco produtiva no que respeita a aspectos reais da vida das pessoas, leva-os a desligarem-se.
"Vou votar para que? Isto vai continuar na mesma. Ou poucas alterações serão feitas."

João Marques Ribeiro disse...

Boa tarde.

Tenho 18 anos e vou votar pela primeira vez. Porém, já tenho tido outras participações acerca do mundo político, nomeadamente através da escrita de artigos para jornais locais e da participação num blogue, acerca de um tema intrinsecamente político como é a Regionalização.

Porém, das pessoas que conheço da minha idade, poucas mostram interesse pela política, e menos ainda participam activamente nela.

Penso que, como já foi dito, os jovens não são apáticos. O que eu vejo é que cada vez mais acham a política um mundo muito longínquo do seu, olham o discurso político como uma linguagem «codificada» e os temas discutidos são muito distantes daqueles que realmente os preocupam, principalmente fora das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, já que aparentemente é aí que tudo se decide: o poder e os políticos estão longe dos cidadãos!

Apesar do facebook, do twitter, do flickr, quantas vezes não acontece mandar-se mails às candidaturas e elas ignorarem-nos? Aconteceu-me isso, ao tentar recolher a opinião dos 6 candidatos sobre a Regionalização para o meu blogue... Responderam-me 2!!

Penso que outro problema se prende com certos mitos que a minha geração interiorizou, fruto de uma certa desilusão que lhe foi transmitida pelas gerações mais velhas- frases como «os políticos são todos iguais», «não vale a pena votar», «eles não fazem nada», etc. A influência dos mais velhos na relação dos jovens com a política é notável, e chega ao cúmulo de muitos jovens se limitarem a perguntar aos pais em quem votam, e a votar no mesmo, isto se forem votar!

Parabéns pelo programa e pelo tema oportuno.

FoAm TriCot disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Partido de Todos os Portugueses disse...

Os deputados representam os eleitores ou os partidos políticos?

O que acham da disciplina de voto?

O voto electrónico é facilitar demais? Porquê?

A proposta do PTP:
Delegar o que quer, em quem quer pelo tempo que quer.

O voto é sempre do cidadão!

O poder de decisão deve ser sempre do cidadão!

Sócrates é um exemplo excelente de que delegar neste sistema de democracia falsamente representativa resulta em ERRO!
O programa do PS para eleições e o orçamento de de estado do Governo PS é anedótico!

Oagit disse...

Sou dos Açores e estudo em Lisboa.

Só recentemente é possível votar nas Universidades, mesmo assim existe muita falta de informação e o procedimento não é simples.

Ricardo disse...

Olá, sou professor e vejo uma mudança de consciência nos jovens hoje em dia.

Muitos de meus alunos interessam-se muito pelos problemas do país a nível económico e tecnológico, no entanto, também me dizem que nossos políticos não têm capacidade ou ignoram os reais problemas da sociedade. Admito que devo concordar com eles.

Abraço

Ricardo Taveira

Partido de Todos os Portugueses disse...

Como os arbitros no futebol,

Quem tem poder, decide...

Mas numa Res Pública devem ser avaliados...

Ou a avaliação é só para os professores?

Quando há quebre de confiança porque deve continuar a representação?

Helder disse...

Na verdade os jovens, cada vez mais tarde adquirem o conhecimento dos vários ideais político, julgo ser esse o motivo da não intervenção dos mesmos no acto eleitoral. E também a forma mais responsável de agir, quando não se têm conhecimento ou opinião formada sobre uma causa.

Partido de Todos os Portugueses disse...

Nas eleições Presidenciais falaram de coisas importantes:

Querem um sistema de saúde de luxuria e pobresa?

Ou querem um sistema de saúde público com bons índices?

A imagem do ex-imaculado candidato também foi importante...

Dustspell disse...

Os Jovens e a politica...

A politica sempre foi para franjas sociais , pela a mesma razão que abaixo escrevo...Politica é algo complexo quando se faz realmente politica...

Quanto maior a informação maior o desejo da sua complexidade...Ou seja como um jovem pode se sentir atraido pela a mesma , quando da qual só traduz demasiada previsibilidade e da muita praticada roça o ridiculo ou mesmo a ordinarice...

Mas no entanto a politica se adensa não no espectro publico mas sim pelos os corredores e seus bastidores (Se questione os próprios candidatos e depois se comparando com a falta de apoio e forte presença socialista ;) ) , mas também essa órdinaria mas malévola para nós como cidadãos...

Não aclamem os jovens como imbecis , porque é a própria socidade que a faz parecer imbecil...

E... Votar não é sinónimo de democracia e muito menos somente esse ato prefaz o seu sentido...

Eu votei nulo, pelas as razões acima descritas que me gera suapeita e que pela a qual descubro que não vivo em um pais democratico , somente numa teórica suposição...

Luis Filipe disse...

vamos deixar de ideologias á parte. As pessoas falam da politica como se fossem adaptas de um clube de futebol, e não escolhem o que de melhor existe ou que seja mais capaz.
Vamos com mais de 30 Anos de democracia, e infelizmente o meu Portugal parou e estagnou em 25 de Abril de 1974. E porquê, porque o sistema actual não funciona, o povo brando não força a mudanças, Estamos pior que a ditadura, pois o povo consente os jovens pelo exemplo em casa desinteressam-se, sem perceberem que são o futuro.
O mais gritante é que somos tão tecnológicos, para termos um BI de plástico mas temos de ir á residência para votar! que tal usar a net? ou outro mecanismo em todo o território?. A tecnologia existe mas falta vontade politica dos mesmos iluminados que nos governam á mais de 20 Anos. Pensem nisto