quinta-feira, março 17

Iliteracia financeira: a causa do endividamento

40% dos portugueses não compara, ao contratar um crédito à habitação, as taxas de juro de forma a optar pela melhor, segundo um inquérito feito pelo Banco de Portugal sobre literacia financeira. Na hora de escolher, 41% dos consumidores opta pelo crédito que oferece o valor mais baixo da prestação mensal. Relevam ainda desconhecimento os 61% dos portugueses que não conseguem definir o que é o spread e 53% que deram a definição errada de Euribor, a taxa de referência para os créditos à habitação. A solução pode estar na educação. Cada vez mais as entidades bancárias juntam-se a ONG e promovem, nas escolas ou em associações, sessões públicas de esclarecimento e de literacia financeira. Alguns exemplos destas boas praticas e esclarecimentos financeiros no SC de hoje

Convidados:
Susana Albuquerque, Secretária-geral da ASFAC - Ass. de Instituições de Crédito Especializado
Paula Guimarães, Resp. Gabinete de Responsabilidade Social do Montepio
Patrícia Gomes, Coordenadora Área da Defesa do Consumidor FENACOOP
Frederico Pinheiro, Jornalista de Economia do Sol

6 comentários:

Maria Oliveira disse...

Haverá alguma intenção de realizar um colóquio de "economia para todos", cá no Porto?

O Consciênte disse...

É preciso relembrar que as entidades financeiras de algum modo tiram beneficios desta iliteracia financeira, por isso o combate a este problema não é uma prioridade para estas entidades, tendo ai o Banco de Portugal como entidade reguladora do sector a sua parte de culpa.

O Consciênte disse...

É preciso relembrar que esta iliteracia financeira de algum modo é vantajosa para as entidades financeiras, por isso o seu combate não é uma prioridade para estas mesmas entidades, tendo o Banco de Portugal como entidade reguladora so sector uma parte da culpa.

silvia disse...

Boa tarde e parabéns pelo programa.
Sobre o tema de hoje, gostaria de comentar que mais do que saber o que é um "spread" ou uma "TAEG", é importante que quem se propõe a contrair um crédito esteja consciente de que se está a comprometer a pagar mensalmente e durante X anos, uma quantia de Y independentemente de "amanhã" continuar a ter uma fonte de rendimento ou não, e isto sim começa na educação em casa, nas crianças e desde muito cedo! Por outro lado, é também importante que as pessoas tenham consciência de que o bem comprado com recurso a crédito, e o crédito em si (não falo em crédito habitação claro está) implicam 2 contratos diferentes.
Sobre as instituições que concedem crédito, deveriam ler e explicar a FIN aos consumidores que a assinam sem perceberem na realidade o que é aquilo!
Muito tinha para escrever sobre este tema, mas em jeito de conclusão, no meu entender o problema do crédito mal parado e do sobre-endividamento tanto é culpa do consumidor como é do credor!
Silvia Moreira

Mara disse...

Gosto muito do programa sociedade civil.
Tenho 30 anos sou mãe de dois filhos a mais velha tem 7 anos e o mais novo tem dois, no dia a dia eu explico a minha filha de 7 o que pode ou não comprar.
Quando é preciso material escolar eu aproveito para lhe ensinar que os lápis de cor só porque telhem marcas conhecidas não significa que seja melhor material.
E ela muitas vezes já compreende e não se importa.
Pois é de pequeno que se consegue habituar a poupar.

Jacinta Gomes

Paredes

Mara disse...

que nos apetece o material escolar que tenha desenhos mais coloridos, é o mais apetecivel para as crianças.
Eu tenho uma filha de 7 anos e esplico que o material escolar melhor para escrever não que dizer que seja o que tem dezenho que ela mais gosta.
Porque nos pais dermos sempre aos filhos o que eles nos pedem, em adultos não vão ter noção de como poupar.

Jacinta Gomes